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sexta-feira, 10 de maio de 2019

::Agora a série:: Dead to me




“Dead to me” é a nova série sensação do Netflix. E é fácil perceber porquê. Lá em casa, foi necessário recorrer a muita disciplina para ficarmos com uma média de 3 episódios por dia e varrer aquilo em 3 dias e não num, que era o que nos apetecia.

Esta é história de uma viúva, cujo o marido morreu num acidente de atropelamento e fuga e a da amiga, que conhece num grupo de apoio ao luto. As duas, numa tentativa de descobrirem o culpado da trágica morte, levam-nos numa viagem em que o bem e mal se misturam. Enquanto assistimos ao desenrolar de uma amizade a formar-se, assistimos a uma ficção que nos mostra a complexidade que pode ser a vida. Que nos mostra que as coisas não são estanques, não são preto no branco e que, quando se conhecem as personagens a fundo, quando se conhecem as suas histórias e vivências, deixa de haver um bom e um vilão. Ou há um pouco dos dois em cada um de nós. 

Costumo dizer que, quando bem escrita, uma história pode fazer-nos torcer pelos maus da fita. Dead to me vai mais longe e faz-nos, também, sentir irritados com as vítimas. Nesta história, não há culpados nem inocentes e é impossível não nos identificarmos com isso.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

The Americans



Uma das coisas que mais me fascina na série The Americans são as comunicações. Comunicações numa altura em que não existem telemóveis, a internet está nos seus primórdios e a criatividade humana é a maior arma para a sua eficácia.

The Americans, uma série da Netflix, passa-se nos anos 70. Os protagonistas são um casal de espiões russos a viver como americanos. A viver o sonho americano. 
Eles investigam, enganam, manipulam, disfarçam-se com um qualidade inverosímil, eles matam. Eles são tudo isto e, ainda assim, passamos toda a série a torcer por eles. A querer que sobrevivam e que cumpram as suas missões com sucesso. Essa é um dos maiores trunfos desta série, fazer-nos sentir empatia pelos maus da fita.

A série está repleta de momentos tensos. Momentos esses que, graças a uma excelente produção e realização, nos fazem eriçar a pele e acelerar o batimento cardíaco. A série tem, permanentemente, um tom cinzento. E não é por acaso. Esse tom, para além de invocar para uma era em que essas seriam as cores da televisão, fazendo-nos sentir que viajamos no tempo, também é a principal ferramenta para a tal tensão que se sente na pele. Há pormenores interessantes, que talvez escapem ao olho nu, mas não ao nosso inconsciente, como uma cena quase a preto e branco, com a exceção de um contrastante vermelho nos acessórios das crianças que, passivamente, ou talvez nem tanto, participam na cena. A série está bem escrita e melhor executada. 
Bons actores, excelente banda sonora e uma história que prende do primeiro episódio da primeira série, ao último episódio da última. Ainda assim, não há temporadas como a primeira ou como a última. A última, aqui em casa, foi vista em 3 dias e só porque tivemos que trabalhar. Está brutal. Tão brutal que hoje me sinto de ressaca. Queria mais. 

sábado, 25 de agosto de 2018

Para os fãs de Gilmore Girls



Não sei quantas vezes já vi e revi a série Gilmore Girls. Revival incluído.

Podia dizer que gosto da série pela heroína, uma mulher forte e independente. Podia gostar da série porque a Rory lê o triplo do que eu gostaria de conseguir. Podia gostar das inúmeras referências literárias. Podia gostar por se passar numa cidade pequenina onde todos se conhecem, como a minha. Podia gostar pelas inúmeras personagens caricatas. Podia gostar pelas histórias de amor.

Mas o que eu gosto mesmo mesmo mesmo são dos diálogos. Rápidos, mordazes, sarcásticos. 

Já tinha lido que a autora tinha um novo projeto, mas pouco mais. Não sabia o nome, não sabia para quando, não sabia a história. 

Foi só por um feliz acaso que comecei a ver The Marvelous Mrs. Maisel. O João queria viver, explicou-me que era sobre uma mulher comediante a tentar singrar nos anos 50/60 e eu “está bem, por mim tudo bem”.

Comecei por ficar impressionada com o elenco e a quantidade de actores que já me eram queridos de outras séries. Nos primeiros 5 minutos já tinha decidido e informado (claro, que história é esta de se ver TV sem se falar. Ou pior, perder a capacidade de ouvir como o meu querido namorado). A certa altura, diálogo após diálogo, fez-se-me clique. Eu conheço isto. Eu conheço estes dialogos. Eu adoro isto. Isto parece-se mesmo com a série da Lorelai e da Rory. E assim, descobri a nova série da mesma autora. Reconheci o estilo e fiquei deveras orgulhosa com a minha perspicácia. 



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Handmaid’s Tail - A história de uma serva



Não tinha a certeza se o livro me iria prender tanto como a série, mas a verdade é que não me lembro de um livro me dar tanto prazer nos últimos dois anos. 

Segundo o priberam, distopia é uma ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressivaassustadora ou totalitáriapor oposição à utopia.
E é desta forma que o livro é descrito em todo o lado,  uma distopia. 

O livro conta a história de uma sociedade em que as mulheres férteis, as servas, são obrigadas a engravidar para uma elite estéril. São treinadas e, em parte, controladas por Tias, que retiram prazer do seu sofrimento e as castigam por delitos, muitas vezes, menores. O papel da mulher é de subserviência e todas estão proibidas de ler ou escrever (Aiii, os perigos da informação...). A história é contada pela voz de uma serva que, simultaneamente, vai recordando a sua vida anterior e tudo o que perdeu. O marido, a filha e até o nome. 

O mais interessante do livro é que descreve uma sociedade imaginária e tão distante da nossa, mas com momentos que nos são tão próximos. E é por isso que esta história tem tanto de perturbador como de fascinante. 

Sem dúvida, uma boa leitura de verão. Ou de Inverno. Ou de qualquer altura do ano.,



domingo, 8 de julho de 2018

Handmaid’s Tale

Vemos um episódio todas as noites. Sempre depois de comer. Só conseguimos ver um episódio por dia. De preferência em dias que não haja mais nada para fazer e possamos ficar em posição fetal até ao dia seguinte. 

Apertos no peito, suores frios, atenção totalmente dedicada e um vício sem precendentes. Passo a cerca de uma hora que dura cada episódio com sentimentos díspares que vão desde “raios que isto nunca mais acaba, não tenho capacidade emocional para isto” até “espero que isto nunca mais acabe, é absolutamente brilhante”. 

No fim, fica-me só a pergunta: quem raio escreveu isto?!? 




Para quem falas tu?

Comentador de notícias na internet, diz-me, para quem falas tu? Para os líderes do mundo? Para os visados nas notícias? Para os jorna...